Estágio obrigatório: entenda o impacto para o futuro profissional

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Estágio obrigatório: entenda o impacto para o futuro profissional

Praticar o que se aprende em sala de aula é uma oportunidade incrível para quem deseja se inserir no mercado de trabalho. Nesse sentido, o estágio surge como uma forma de preparação para os desafios que serão enfrentados pelos alunos em suas atividades profissionais.

Seja por meio de um curso de ensino médio, técnico ou superior, o estágio é uma prática complementar que ajuda o estudante a confirmar suas escolhas, além de motivá-lo a alcançar seus objetivos. 

Na área da saúde não é e nem poderia ser diferente. Os estágios obrigatórios vão de acordo com esse viés, o de desenvolver e capacitar os estudantes. Eles são fundamentais para que o aluno possa ampliar a técnica e as teorias aprendidas em sala de aula.

Quer entender um pouco mais sobre a importância e o funcionamento do estágio obrigatório? Então, continue a leitura!

Qual a diferença entre estágio obrigatório e não obrigatório?

Ainda que os nomes sejam autoexplicativos, é possível que existam algumas dúvidas por parte dos estudantes sobre as características de cada um dos estágios.

Como se sabe, o estágio obrigatório é aquele em que o aluno deve, necessariamente, realizar atividades em acordo com a carga horária estipulada pela instituição de ensino. Sem isso, ele não conseguirá ser aprovado no curso ou receber o diploma. 

É comum que, em estágios obrigatórios, o estudante seja acompanhado por um profissional responsável pela supervisão e pelo registro das atividades, conforme determinado pelo projeto pedagógico da escola e pela lei vigente. A participação do professor é uma espécie de mentoria que guia o estudante e complementa seu aprendizado.

Já o estágio não obrigatório é aquele que não necessita de um cumprimento mínimo de carga horária. Ou seja, é uma atividade optativa e extracurricular. Ainda que não exija, necessariamente, a presença de um professor, deve ter ligação direta com o curso de formação do aluno.

Podem existir diferenças entre os dois tipos de estágio, como a quantidade de tempo dedicado à função e a possibilidade ou não de receber bolsa-auxílio e vale-transporte. Normalmente, a remuneração está mais ligada ao estágio não obrigatório, já o estágio obrigatório já tem tempo previsto na grade curricular do curso escolhido,

Quais são os direitos e os deveres do estagiário?

Vigente desde 2008, a lei de estágio define a atividade como um programa direcionado ao desenvolvimento profissional supervisionado, que deve preparar os estudantes para o mercado e que precisa ser realizado em um ambiente de trabalho. 

Ela é fundamental para garantir os direitos e deveres tanto dos estudantes, quanto da instituição contratante. Como comentamos acima, ainda que o contratante não tenha de oferecer os serviços previstos na CLT, existem alguns deveres que ele deve cumprir.

Dentre os diversos pontos importantes que a lei do estágio abrange, separamos algumas questões interessantes que podem esclarecer ainda mais as dúvidas dos alunos:
  • para realizar o estágio o estudante deve ter matrícula e frequência regular no curso que realiza;
  • todo estágio deve ser oficializado. É necessário que o aluno assine um termo de compromisso, que também deve ser assinado pelo representante da escola e por representantes da instituição em que o estágio será realizado;
  • o estágio deve seguir requisitos legais, porém não é considerado vínculo empregatício. Isso quer dizer que os estagiários não têm direito aos encargos sociais ou previdenciários;
  • em dias de prova, o estagiário pode ter a jornada reduzida. Para isso, é necessário que comunique aos responsáveis as datas das avaliações;
  • no estágio obrigatório a concessão de bolsa e auxílio-transporte é facultativa;
  • o período máximo estabelecido no contrato de estágio é de dois anos;
  • a cada 12 meses o estagiário deverá ter um recesso de 30 dias (contínuos ou fracionados). O recesso pode ocorrer, preferencialmente, junto às férias escolares do aluno. 

Como se sabe, a legislação protege não só o aluno, como também as instituições de ensino e a parte concedente. É sempre bom lembrar que qualquer atividade que não esteja em acordo com a lei não pode ser considerada como estágio.

Como realizar um estágio obrigatório?

Para realizar o estágio obrigatório é necessário que o aluno entre em contato com os responsáveis pelo curso para se informar sobre as parcerias e convênios da instituição. Esse processo é fundamental, pois a atividade desenvolvida pelo aluno deve estar em acordo com a proposta pedagógica do curso.

Nesses casos, a principal recomendação é a de que o estudante busque por escolas que ofereçam um bom programa de estágio obrigatório, pois assim ele será supervisionado e acompanhado por profissionais responsáveis.

Avaliar em qual instituição estudar é um passo importante para qualquer aluno que deseja estar preparado para o mercado de trabalho.

Quando falamos de estágio ou de atividades extracurriculares é bom lembrar que a escola também possui suas responsabilidades, como avaliar as instalações do concedente, verificar a adequação do concedente à formação cultural, zelar pelo cumprimento do termo de compromisso e apoiar o aluno em suas atividades.

Quais as vantagens do estágio obrigatório? 

Você já deve ter percebido que o estágio obrigatório oferece diversas vantagens. O aluno que pensa no seu futuro profissional poderá vivenciar situações únicas e valiosas para toda a vida. Enumeramos algumas delas abaixo:

  • experiência profissional;
  • networking (ou seja, o estudante poderá aprimorar sua rede de contatos);
  • preparação para desafios;
  • troca de conhecimento (tanto com outros alunos, quanto com professores e profissionais que já atuam na área);
  • vantagem para se inserir no mercado de trabalho.
Ter um bom currículo é, sem dúvidas, um diferencial que todo profissional procura. Nesse sentido, o estágio obrigatório surge como uma ótima oportunidade para complementar as experiências.

É claro que isso serve também para os estudantes da área de saúde que buscam equilibrar o conteúdo aprendido em sala de aula e a prática no ambiente de trabalho. O contato com o paciente, com colegas da área e com o ambiente hospitalar ajudam o estudante a assimilar suas futuras responsabilidades. 

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